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  • Vinicius Vital

CRIVELLA autoriza o retorno das escolas particulares na segunda-feira.

Por O Dia


Rio - As escolas particulares que se interessarem estão autorizadas a reabrirem a partir de segunda-feira, dia 3 de agosto. A decisão foi divulgada pela Prefeitura do Rio na sexta-feira, durante o anúncio das atividades que seriam retomadas na fase 5 de flexibilização do isolamento social.A Prefeitura sustentou que não lhe cabe a regulação sobre o setor. "A posição da Prefeitura do Rio é apenas autorizativa quanto aos protocolos e ao cumprimento deles por parte Vigilância Sanitária". 

O prefeito Marcello Crivella reforçou que não há data definida para retorno das aulas nas escolas municipais. 

Até sexta-feira, o Sindicato dos Estabelecimentos de Educação Básica do Rio (Sinepe Rio) acreditava que as aulas não retornariam na próxima segunda-feira e que teria sido prorrogada para a fase 6 de retomada, prevista para o próximo dia 16. As escolas vivem a incerteza sobre o ano letivo de 2020.

De acordo com o presidente do Sinepe, Jose Carlos Portugal, as escolas ainda não definiram data certa para retorno. Ele diz que não haverá modelo único para avolta às aulas: "Cada instituição terá respeitada sua autonomia e zelará para trazer segurança a seus alunos, professores e demais colaboradores, adequando-se às normas sanitárias".

A expectativa é que, caso retornem, as aulas sejam mantidas em modelo híbrido. “O afastamento requerido pelos protocolos de segurança diminui a quantidade de alunos em sala de aula e as instalações físicas ficaram pequenas para comportar tantos subgrupos. Enquanto a vacina não chegar, a única solução será o ensino híbrido, com rodízio de turmas e alternância entre momentos presenciais e online.”

Ainda segundo o presidente, o recesso de fim de ano será definido pelos Conselhos Municipal e Estadual de Educação. Portugal explica que a recomendação do Conselho Nacional de Educação é que as reprovações sejam evitadas, mas que cada escola tem liberdade para conceber encaminhamentos em função de seu Projeto Pedagógico. Ele reforçou que as instituições tem se esforçado para que o modelo atual não provoque mais desigualdade entre os alunos.

Na última semana, um vídeo do Sindicato que defende a volta imediata às escolas ganhou repercussão nas redes sociais. Na narração, há críticas às orientações de isolamento social como combate ao novo coronavírus. “Ciência é a vacina, estudos só confundiram, trancar pessoas em casa não é ciência", diz um trecho do vídeo. “Confinar é desconhecer, ignorar, subtrair vida, é fragilizar, debilitar, mexer com o emocional. As crianças precisam voltar a se relacionar", continua. Depois de críticas de escolas e responsáveis, o vídeo foi tirado de circulação.

Em nota, o Sinepe reafirmou que não haverá modelo único para a volta às aulas e cada instituição terá respeitada sua autonomia. “Deve-se também respeitar a decisão de cada família, que tem o direito de discernir o momento e as circunstâncias em que se sentirá confortável para levar o seu filho para participar das atividades presenciais”, completa o Sindicato. A produtora de audiovisual, Alcione Koritsky, de 54 anos, conta que a adaptação dos dois filhos ao ensino remoto foi desafiadora. Segundo ela, o filho mais velho, Pedro Koritsky, 16, conseguiu se adequar à modalidade primeiro, mas o mais novo, Miguel Koritsky, 10, ainda tem dificuldades. “As primeiras semanas foram mais difíceis, era uma situação nova. Infelizmente, não consigo acompanhar as aulas como deveria, em função de compromissos profissionais. Essa lacuna não está sendo preenchida nem pela escola, nem por mim, o que é lamentável”, desabafou Alcione. Mas, a produtora não pretende mandar os filhos para a escola, caso as aulas sejam retomadas. “Não mandaria. Acredito que é impossível o ambiente manter-se seguro, até pelo próprio comportamento de crianças e jovens. Na minha percepção, será um grande erro. Liberarei a ida deles, após o controle da pandemia ou da liberação da vacina.” De acordo com a educadora, escritora, consultora em Educação e Doutora em Educação pela PUC-Rio, Andrea Ramal, a escola precisa orientar os responsáveis para o aluno conseguir ter bom desempenho nas atividades remotas. “Os pais não precisam necessariamente saber o conteúdo das disciplinas. Eles podem apoiar emocionalmente, acompanhar o trabalho da escola e criar atividades lúdicas e educacionais em casa, como estimular a leitura de um livro, sugerir uma receita de bolo, que leve a criança a fazer cálculos matemáticos para as proporções dos ingredientes, fazer orçamento da família do mês, calculando o que vai gastar e quanto pode economizar.” Estudos alertam para riscos Um estudo lançado na quarta-feira pelo vereador Tarcísio Motta (Psol) mapeou e avaliou o entorno de mais de 1,5 mil escolas da rede municipal do Rio. O “Minha escola tem covid?” analisou o número de pessoas que ainda estão transmitindo o vírus e o de óbitos acumulados na região ao redor de cada unidade. O objetivo do levantamento é demonstrar a urgência da política de monitoramento antes do retorno às aulas e planejar medidas para isolar, acompanhar e garantir atendimento de saúde e assistência social. A média geral de casos ativos ao redor das escolas é de 39.30, 2047.07 de casos acumulados e 195.61 de óbitos. O manual da Fiocruz sobre medidas de segurança para o retorno às aulas presenciais apontou que o momento de reabertura das escolas deve ser orientado por análises epidemiológicas que indiquem redução contínua de novos casos da doença. Além disso, segundo a Fiocruz, é fundamental fortalecer o monitoramento da situação epidemiológica do vírus em alguns territórios para antecipar possíveis surtos. A pesquisa ainda prevê novas suspensões. “Todo esse cenário nos leva a considerar que é possível que tenhamos que conciliar o retorno das atividades com novas suspensões, que serão indicadas pelas autoridades educacionais, sanitárias e governamentais.

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