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  • Vinicius Vital

Mulher de PM morto por colega de farda acredita que desavença motivou crime: 'Vingança calculada'

Sargento Sandro da Rocha Mariano foi baleado no peito pelo cabo Jonas Barreto Santos, dentro de bar em condomínio de Irajá

Esposa do sargento Sandro da Rocha Mariano, Juliana Silva, esteve no IML nesta quarta-feira Reginaldo Pimenta/Agência O Dia

Rio - A morte do sargento da Polícia Militar Sandro da Rocha Mariano, pelo também cabo da corporação, Jonas Barreto Santos, pode ter sido provocada por uma desavença que ocorreu há três anos entre eles. O PM foi morto com um tiro no peito, disparado pelo colega de farda, na noite desta terça-feira (15), dentro do bar do condomínio residencial Hannibal Porto, em Irajá, na Zona Norte do Rio. A vítima morreu no local e o colega de farda foi preso em flagrante por homicídio. Parentes do sargento Sandro da Rocha Mariano estiveram no IML na manhã desta quarta-feira para liberar o corpo da vítimaReginaldo Pimenta/Agência O Dia

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De acordo com a esposa da vítima, a consultora bancária Juliana Silva, há três anos, o cachorro da mulher do cabo estava solto pelo condomínio e avançou sobre ela, que estava com o filho, um bebê de colo à época. Na tentativa de evitar um ataque, Sandro teria colocado o pé na frente do animal, momento em que Rafaela, como foi identificada, passou a xingá-lo. Houve uma discussão entre eles e o filho de Jonas o chamou. O PM então esteve no local e também brigou com o sargento, mas não houve agressão.


"Passaram-se três anos, nesse tempo, nós já encontramos com ele na feira, em shopping, na rua, no condomínio, ele jogava bola lá no condomínio toda quinta-feira, o filho deles está sempre lá na quadra do condomínio. Infelizmente, ontem, ele cometeu esse crime. Ele (Jonas) olhava muito, encarando e, por vezes, o Sandro nem olhava. Eu já não estava afim de fazer confusão, ficava na minha para evitar uma nova desavença. Eu já reparei ele olhando para o Sandro algumas vezes, mas eu nunca podia imaginar que depois de tanto tempo, sem trocar uma palavra, sem direito de defesa, porque o Sandro estava sentado, ele não deixou o Sandro falar um "ai". Ele simplesmente falou e atirou", afirmou Juliana.

Ainda segundo Juliana, Jonas não mora, mas estava frequentemente no condomínio. Na noite do crime, ela afirmou acreditar que esposa dele estava em uma festa no local e chegou a comentar com o marido que a mulher estava olhando de forma estranha para a mesa deles, onde estavam também uma tia do sargento e o filho do casal, de 3 anos. Nesse momento, a vítima teria dito para a consultora não dar importância, já que a desavença entre eles ocorreu há muito tempo. Cerca de 40 minutos depois, o policial militar entrou no bar e atirou contra Sandro.

"Nós estávamos sentados no bar do condomínio, esse rapaz passou, olhou para o Sandro e falou: "lembra de mim?". Na hora do "mim", ele já deu um tiro no peito do Sandro, na frente de todo mundo, na frente do meu filho de 3 anos. Um único tiro, ele deu para matar, deu no peito, à queima roupa", contou a esposa, que acredita que o crime foi motivado por vingança. "Eu acredito que foi uma vingança calculada. Eu acredito que ele (Jonas) não tenha feito nada anteriormente, porque talvez não estivesse armado, talvez estivesse com o filho, talvez estivesse em um local como uma feira muito movimentada. Então, ele foi frio e calculista, ele esperou encontrar o Sandro num momento vulnerável para agir".

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De acordo com Juliana, os dois sabiam que eram policiais militares e não trabalhavam juntos. Enquanto o cabo é lotado no Batalhão de Policiamento em Vias Expressas (BPVE), o sargento integrava o 41º BPM (Irajá). Jonas passou a noite na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) e seguiu para o Batalhão Especial Prisional da Polícia Militar (BEP), em Niterói, na Região Metropolitana do Rio, na manhã desta quarta-feira (16). O caso foi encaminhado para a especializada e para a Corregedoria da Polícia Militar.

O corpo do sargento foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), onde a esposa esteve na manhã de hoje para fazer a liberação. Ainda não há informações sobre o sepultamento da vítima, que deixa a mulher, um filho de 3 anos e outros dois adultos. "Meu marido era maravilhoso. Um mega pai, amigo, conselheiro, companheiro. Eu não sei como vai ser daqui para a frente a vida do meu filho. Ele pergunta: "Mamãe, e o papai?", eu digo que o papai foi na rua, que o papai foi trabalhar. Eu não tenho o que falar para ele. Eu acho que talvez eu nunca tenha coragem de falar isso para ele", lamentou Juliana.


fonte O DIA

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