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  • Vinicius Vital

Operação da prefeitura derruba prédios irregulares na Gardênia Azul

Uma operação realiza na manhã desta quarta-feira, a demolição de prédios irregulares construídos por milicianos na Gardênia Azul, Zona Oeste do Rio. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura, Habitação e Conservação (SMIHC), o condomínio contava com 21 prédios clandestinos e 200 apartamentos. Alguns desses imóveis, mesmo sem estarem prontos, já contavam com moradores.

— As pessoas que moravam ou iam morar lá nesses apartamentos serão levadas para depoimento na delegacia. A partir dos relatos, vou instruir inquéritos de organização criminosa para avançar nas investigações — conta o delegado William Pena, titular da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco).


Demolições começaram nas primeiras horas da manhã Foto: Divulgação


Famílias reuniram-se para acompanhar a demolição e mostravam-se tristes ao verem os prédios sendo derrubados. Moradores não quiserem falar com a imprensa. Os depoimentos de quem morava no condomínio ou de quem comprou um dos imóveis, segundo as investigações, serão importantes para que a Polícia Civil chegue aos responsáveis por essas construções irregulares no bairro.


Até as 11h30 desta quarta-feira, cinco prédios já estavam totalmente demolidos, sendo dois de quatro andares, um de três andares e dois depósitos. Outras três fundações, que sustentariam novos edifícios, também foram derrubadas. Mais quatro prédios foram parcialmente demolidos manualmente. Somando, são 80 unidades habitacionais.

A Gardênia Azul, assim como Rio das Pedras e Muzema, é uma das regiões da cidade com forte atuação de grupos milicianos. Segundo a prefeitura, apesar do embargo das obras e de várias prisões de responsáveis pelas construções em ações anteriores, as obras prosseguiram. A ação reúne operários e fiscais da Coordenadoria de Operações Especiais da secretaria, PM e Guarda Municipal (GM-Rio).

— É uma área de 10 mil metros quadrados, dividida em 116 lotes. A maioria já vendida de forma irregular e ilegal. Nem 20% da capacidade construtiva tinha sido utilizada. Esses imóveis já foram vistoriados, notificados e embargados — explica o secretário Sebastião Bruno.


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